Agência Lusa*
O parlamento da Groenlândia ratificou nesta terça-feira (3) o acordo de segurança assinado em setembro com os Estados Unidos e a Dinamarca, pondo fim às pretensões do presidente norte-americano, Donald Trump, em relação à ilha ártica.
No Inatsisartut (parlamento local), 16 deputados votaram a favor do texto e sete abstiveram-se.
Assinado em Nova Iorque, no dia 22 de setembro, o acordo deverá manter-se em vigor mesmo em caso de independência do território autónomo dinamarquês.
O documento permite a construção de duas novas bases norte-americanas no sul e no leste da Groenlândia e proíbe que qualquer ator externo à União Europeia e à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) exerça controle sobre setores estratégicos.
O objetivo é evitar que a China ou a Rússia ganhem gradualmente influência sobre o território, sobretudo através de investimentos.
Durante a tramitação parlamentar, a oposição, em particular o partido nacionalista Naleraq, criticou a ausência de benefícios concretos para a Groenlândia.
A formação partidária reivindica, entre outras coisas, uma verba dos Estados Unidos e lamenta que o acordo não garanta vantagens econômicas suficientes para as empresas groenlandesas.
O parlamento dinamarquês deverá ratificar o acordo no dia 19 de novembro.
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Fonte: Agência Brasil — Publicado originalmente em 03/11/2026 17:25 (Brasília).
Crédito da imagem: © Frame/Reuters/Proibida reprodução
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