Crise na saúde pública do Amazonas intensifica críticas à gestão de Wilson Lima e Roberto Cidade
Hospitais superlotados, atrasos em atendimentos e denúncias de mortes de pacientes à espera de assistência colocam a rede estadual de saúde no centro do debate.
Manaus (AM) – A saúde pública do Amazonas enfrenta um cenário de forte pressão, marcado por hospitais superlotados, longas filas de espera e denúncias recorrentes de pacientes que aguardam atendimento por horas. A situação tem provocado críticas à gestão do governador Wilson Lima e do secretário de Estado de Saúde, Roberto Cidade, diante das dificuldades enfrentadas pela população nas unidades da rede estadual.
Pacientes e familiares relatam demora para consultas, exames, cirurgias e internações, além da falta de leitos em hospitais de referência. Profissionais da saúde também denunciam sobrecarga nas unidades, o que, segundo eles, compromete a qualidade da assistência prestada.
Nos últimos meses, casos de pacientes que morreram enquanto aguardavam atendimento ou transferência hospitalar aumentaram a pressão sobre o governo estadual. Os episódios têm gerado cobranças por parte de familiares, entidades médicas e parlamentares, que pedem medidas urgentes para enfrentar a crise.
Especialistas afirmam que a superlotação é consequência de uma combinação de fatores, entre eles o aumento da demanda, dificuldades na gestão da rede e limitações na capacidade de atendimento. Para críticos da administração estadual, o cenário evidencia falhas na condução da política pública de saúde e na execução de investimentos destinados ao setor.
Enquanto isso, usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) seguem enfrentando dificuldades para conseguir atendimento, mantendo a crise da saúde pública como um dos principais desafios da administração estadual.
