Amazonas

Cheia do Amazonas deve ficar dentro da normalidade em 2026, mas risco de seca acende alerta

O segundo Alerta de Cheias do Amazonas aponta que o estado deve enfrentar, em 2026, uma cheia considerada dentro da normalidade, sem previsão de inundações severas na maior parte das regiões monitoradas. Apesar disso, o relatório também chama atenção para um possível cenário de seca extrema no segundo semestre, caso o fenômeno El Niño se confirme.

De acordo com as projeções, o Rio Negro deve atingir 28,23 metros em Manaus. Já o Rio Solimões pode chegar a 19,16 metros em Manacapuru. No Rio Amazonas, os níveis previstos são de 13,73 metros em Itacoatiara e 8,07 metros em Parintins.

Em Itacoatiara e Parintins, os indicadores apontam baixa probabilidade de inundações. Segundo o pesquisador André Martinelli, os dados estão dentro da média histórica e não indicam eventos extremos. Em Manaus, o nível do Rio Negro não deve ultrapassar 29 metros, marca considerada limite de atenção para situações críticas.

As informações são utilizadas por órgãos públicos e pela Defesa Civil como base para ações preventivas, planejamento urbano e monitoramento de áreas de risco, especialmente em comunidades ribeirinhas e regiões mais vulneráveis às variações dos rios.

Apesar do cenário atual indicar estabilidade, o Serviço Geológico do Brasil alerta que a situação pode mudar ao longo do ano. A possível atuação do El Niño em 2026 pode provocar estiagem mais intensa no segundo semestre, elevando o risco de seca severa em partes da região amazônica.

As autoridades seguem monitorando as condições climáticas e hidrológicas para atualizar as projeções nos próximos meses.

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