ESCÂNDALO EM ESCOLA DE MANAUS: diretor investigado por suspeitas graves é defendido por alunos em ato que levanta suspeitas
Vídeos mostram manifestação dentro da escola, enquanto denúncias apontam possível manipulação, silenciamento de estudantes e investigação por condutas impróprias

Manaus (AM) – Um caso que envolve denúncias graves dentro de uma escola pública da capital amazonense está causando forte repercussão e preocupação entre pais e responsáveis. O Centro Integrado Municipal de Educação (CIME) Senador Artur Virgílio do Carmo Ribeiro Filho, na zona Leste de Manaus, virou alvo de investigação após acusações contra o diretor da unidade, Danilo Batista de Souza.
O gestor é investigado por suspeitas de assédio e aliciamento de menores. As denúncias começaram a ganhar força após pais de alunos procurarem as autoridades, levando o caso à Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA).
Manifestação de alunos gera questionamentos
Em meio à repercussão, vídeos passaram a circular nas redes sociais mostrando alunos reunidos no pátio da escola em um ato de apoio ao diretor. Com cartazes e gritos organizados, os estudantes pedem a permanência do gestor.
Apesar da aparente mobilização espontânea, relatos de fontes ligadas à escola indicam que o movimento pode ter sido incentivado internamente. Segundo essas informações, membros do corpo pedagógico teriam influenciado alunos e responsáveis, com possível utilização do grêmio estudantil como instrumento de mobilização.
Relatos apontam clima de medo e silenciamento
Depoimentos de ex-alunos e pessoas ligadas ao grêmio estudantil apontam que o ambiente dentro da escola seria marcado por pressão e medo. Segundo os relatos, estudantes que tentaram denunciar comportamentos inadequados teriam sofrido punições.
Há ainda denúncias de que o afastamento de alunos teria sido utilizado como forma de evitar que situações viessem à tona, o que levanta suspeitas sobre possíveis práticas de intimidação dentro da instituição.
Denúncia formal deu início à investigação
O caso ganhou um novo desdobramento após o registro de um boletim de ocorrência no dia 15 de abril de 2026, feito pelo pai de um adolescente.
De acordo com o documento, o diretor teria mantido contato com o estudante por meio de um perfil privado em rede social. As mensagens apresentadas às autoridades indicam comportamento considerado incompatível com a função de educador.
O material foi anexado ao inquérito e está sendo analisado pela Polícia Civil.
Possível histórico de denúncias internas
Além do caso recente, há informações de que outras situações já teriam sido relatadas anteriormente dentro da escola. No entanto, segundo essas denúncias, os episódios não teriam avançado.
Funcionários, conforme apontam os relatos, evitariam se posicionar por receio de retaliações, o que levanta questionamentos sobre possível falha institucional na condução de casos sensíveis.
Investigação segue em andamento
A Polícia Civil do Amazonas segue investigando o caso. Até o momento, não houve divulgação oficial sobre a conclusão das apurações.
O episódio reacende o debate sobre segurança no ambiente escolar, a importância de canais de denúncia eficazes e a responsabilidade das instituições na proteção de crianças e adolescentes.
