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Políticas organizacionais melhoram as ações nas empresas

As regras que orientam a conduta e o comportamento da empresa e de seu time de colaboradores têm um papel fundamental na saúde da organização e no bem-estar de toda a equipe. Porém, para um funcionamento eficiente das regras é preciso ter políticas de comunicação e gestão fortes, bem definidas e transparentes.  

Estabelecer uma comunicação efetiva com seus colaboradores é fundamental para divulgar a política da instituição, e envolver os líderes ajuda a reforçar a aplicação das diretrizes estabelecidas. Segundo uma pesquisa da plataforma HR First Class, 76% das lideranças de RH querem implantar programas de felicidade corporativa em suas empresas.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) explicou durante a live “Melhor Prevenir do que Indenizar” que boa parte dos problemas trabalhistas começam na gestão. Mas como elaborar e manter políticas organizacionais que contribuam para um ambiente saudável? Juliana Dimário, Head de Pessoas e Cultura da CBYK, explica que existem diversos tipos de políticas organizacionais e destaca cinco tipos dos mais comuns. São eles:

  1. Políticas de Recursos Humanos
  • Recrutamento e Seleção: define os critérios e o processo de contratação de novos colaboradores;

 

  • Igualdade de Oportunidades: garante a igualdade de oportunidades para todos os colaboradores, independentemente de raça, gênero, idade, entre outros;

 

  • Desenvolvimento de Carreira: estabelece diretrizes para o desenvolvimento profissional e o avanço dos colaboradores na organização;

 

  • Remuneração: determina critérios referentes a salários e benefícios que o colaborador pode receber;

 

  • Benefícios: estabelece critérios e regras para a concessão de benefícios corporativos, além de servir como um manual para os colaboradores da empresa;

 

  • Avaliação de Desempenho: conjunto de diretrizes e procedimentos estabelecidos para avaliar o desempenho dos colaboradores, definindo avaliação, métodos, prazos, responsabilidades, feedback e tomada de decisão;

 

  • Admissão e Demissão: definição de critérios e procedimentos para a contratação e encerramento de contratos de trabalho; 

 

  • ESG: práticas adotadas para promover sustentabilidade ambiental, responsabilidade social e boas práticas de governança corporativa.

 

  1. Políticas Financeiras
  • Orçamento: estabelece regras para o planejamento e a alocação de recursos financeiros;

 

  • Controle de Despesas: define limites e procedimentos para controle de gastos;

 

  • Auditoria Interna: regula as atividades de auditoria para garantir a integridade financeira da organização.

 

  1. Políticas de Ética Empresarial
  • Código de Conduta: define os padrões éticos e comportamentais esperados dos funcionários;

 

  • Anticorrupção: estabelece diretrizes para prevenir a corrupção e o suborno dentro da organização.

 

  1. Políticas de Segurança e Saúde no Trabalho
  • Segurança no Trabalho: define procedimentos para garantir a segurança dos funcionários;

 

  • Saúde no Trabalho: estabelece diretrizes para promover a saúde dos funcionários.

 

  1. Políticas Ambientais
  • Sustentabilidade: define o compromisso da organização com a sustentabilidade ambiental e práticas responsáveis;

 

  • Gerenciamento de Resíduos: regula a gestão adequada de resíduos e poluição.

 

A CBYK é uma empresa que desenvolve software e soluções personalizadas de TI e conta com um time de mais de 300 pessoas, que estão alocadas em clientes a fim de desenvolver projetos de tecnologia. Com expertise na gestão e no desenvolvimento de recursos humanos, Juliana, head responsável pelo setor, explica que um ponto fundamental nesse processo é evitar políticas desnecessárias. “Embora seja crucial reconhecer a importância e a relevância das políticas para garantir a coesão nos processos internos e externos, é igualmente essencial entender quando criar uma política, se ela faz sentido e quando ela está alinhada com o estágio e a maturidade da sua empresa”, ressalta a executiva. 

Juliana ainda reforça que criar políticas de forma indiscriminada, sem uma justificativa sólida ou uma necessidade real, não contribui para a eficiência e dificulta a agilidade e a capacidade de adaptação da empresa às mudanças do mercado. Neste caso, sugere que as marcas tenham discernimento na formulação de políticas, priorizando aquelas que realmente agregam valor e contribuem para os objetivos e valores da organização.

“Quando as companhias querem comunicar efetivamente as políticas, é fundamental não limitar a divulgação delas apenas à Intranet, por isso é crucial estabelecer uma comunicação eficaz e contínua. A comunicação desempenha um papel fundamental na garantia de que todos os membros da organização tenham conhecimento, compreensão e acesso às políticas e normas da empresa. Além disso, envolver a liderança de forma ativa reforça a aplicação diária das diretrizes estabelecidas”, sinaliza Juliana.

Outro ponto de atenção são as políticas e conformidade regulatória, que em muitos setores e indústrias é uma parte crítica das operações comerciais. Já as políticas organizacionais desempenham o papel na garantia de que a empresa atenda a todas as regulamentações e leis aplicáveis.

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