Filho do goleiro Bruno tem repasse de pensão alimentícia travado na Justiça
Bruninho Samúdio busca receber valores atrasados de pensão que deveriam ter sido pagos pelo pai
A Justiça suspendeu temporariamente a transferência de valores de um processo envolvendo o ex-goleiro Bruno Fernandes para o pagamento de pensão alimentícia de seu filho, Bruninho Samúdio.
A decisão foi tomada pela 14ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), que interrompeu o repasse dos valores enquanto a disputa judicial sobre o montante segue em análise.
O caso envolve uma quantia de R$ 105 mil, depositada judicialmente pela Editora Record após Bruno Fernandes vencer, em 2024, um processo contra a empresa por uso indevido de sua imagem na capa de um livro.
Posteriormente, o ex-goleiro assinou uma escritura pública na qual cedeu integralmente os direitos relacionados ao crédito para a empresa PBL Compras de Créditos Judiciais.
Valores seriam destinados à pensão atrasada
Em 2025, a 31ª Vara Cível da Capital havia determinado que o saldo remanescente do processo entre Bruno Fernandes e a Editora Record fosse transferido para a 4ª Vara de Família do Méier.
O objetivo era utilizar os recursos para quitar valores de pensão alimentícia cobrados judicialmente por Bruninho Samúdio.
Na ocasião, a Justiça considerou que o pagamento das pensões alimentícias atrasadas deveria ter prioridade diante da natureza da dívida.
Com a nova decisão da 14ª Câmara de Direito Privado do TJRJ, porém, o repasse dos valores foi temporariamente interrompido.
Disputa envolve cessão do crédito
A controvérsia está relacionada à cessão do crédito feita por Bruno Fernandes à empresa PBL Compras de Créditos Judiciais e à tentativa de direcionar o saldo do processo para o pagamento da pensão alimentícia.
Bruninho Samúdio busca na Justiça o recebimento dos valores atrasados que, segundo a ação, deveriam ter sido pagos pelo pai.
A suspensão determinada pelo tribunal é temporária e não representa, por si só, o encerramento da disputa sobre a destinação definitiva do dinheiro.
O caso segue em tramitação na Justiça do Rio de Janeiro.
