BrasilDestaque

Mãe de Isabella Nardoni se emociona ao falar sobre perguntas da filha de 6 anos

A vereadora de São Paulo Ana Carolina Oliveira (Podemos), mãe de Isabella Nardoni, se emocionou ao falar nas redes sociais sobre as perguntas feitas pela filha mais nova, Maria Fernanda, de seis anos, a respeito da irmã, assassinada em 2008.

Ana Carolina contou que recentemente foi questionada pela filha sobre o que Isabella teria feito para o pai, Alexandre Nardoni, para que ele cometesse o crime. Segundo ela, nem sempre consegue responder a todas as perguntas da menina, mas faz questão de reforçar que Isabella não fez nada que justificasse a violência sofrida.

A vereadora também explicou que Maria Fernanda sabe que a irmã morreu, mas que o assunto é tratado com cuidado, considerando a idade da criança.

Em março deste ano, Ana Carolina publicou um vídeo em homenagem a Isabella, que morreu aos cinco anos, em 29 de março de 2008. Na publicação, ela reforçou que continua atuando na defesa dos direitos de crianças e adolescentes.

“Muitas crianças estão vivendo nesse contexto de achar que têm que ser punidas por algo que elas fizeram”, afirmou.

Caso Isabella Nardoni

Isabella Nardoni morreu após ser jogada da janela do sexto andar de um prédio na Vila Guilherme, na zona norte de São Paulo. Na época, ela estava no apartamento onde viviam o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá.

Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram condenados em 2010 pela morte da menina. Ele recebeu pena de 31 anos e um mês de prisão, enquanto ela foi condenada a 26 anos e oito meses.

O caso provocou grande repercussão nacional e se tornou um dos crimes mais conhecidos do país.

Atuação política

Aos 42 anos, Ana Carolina Oliveira é candidata a deputada federal por São Paulo pelo Podemos nas eleições de 2026. Antes disso, em 2024, foi eleita vereadora da capital paulista pelo mesmo partido.

Desde a morte da filha, Ana Carolina passou a atuar em pautas relacionadas à proteção de crianças, adolescentes, mulheres e pessoas com deficiência.

A história de Isabella também se tornou parte da trajetória pública da mãe, que afirma utilizar sua experiência para defender políticas de prevenção e proteção contra a violência.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *