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Família de jovem morto durante abordagem policial protesta após Justiça conceder liberdade a sargento em Manaus

Familiares e amigos de Carlos André de Almeida Cardoso, de 19 anos, conhecido como Carlinho, realizaram um protesto em frente ao Fórum Ministro Henoch Reis, em Manaus, após a Justiça do Amazonas revogar a prisão preventiva do sargento da Polícia Militar Belmiro Wellington Costa Xavier, réu por homicídio qualificado pela morte do jovem.

Carlinho foi morto na madrugada de 19 de abril de 2026, durante uma abordagem policial no bairro Alvorada I, zona Centro-Oeste da capital. Segundo a denúncia do Ministério Público, ele foi atingido por um disparo no peito e, após cair da motocicleta, ainda teria sido agredido com coronhadas e chutes. A vítima estava em processo de avaliação clínica para Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Durante a manifestação, a mãe do jovem fez um emocionado desabafo e criticou a decisão que permitiu ao policial responder ao processo em liberdade, utilizando tornozeleira eletrônica.

“Enquanto ele voltou para casa, para a família dele, eu só posso conversar com a terra do cemitério”, afirmou, cobrando que o militar seja expulso da corporação e volte ao sistema prisional.

A família também questiona a atuação da guarnição nos momentos seguintes ao ocorrido. De acordo com os familiares, os policiais teriam informado inicialmente que Carlinho morreu após sofrer um acidente de motocicleta e quebrar o pescoço. No entanto, imagens de câmeras de segurança e laudos periciais apontaram que o jovem foi baleado no tórax por uma arma de uso restrito que, segundo a investigação, não pertencia ao armamento da Polícia Militar.

Ainda durante o protesto, a mãe revelou que precisou deixar temporariamente sua residência por medo de represálias, alegando que o sargento possui histórico de outras acusações e condenações.

Além de pedir justiça pela morte de Carlinho, os manifestantes também levaram faixas em memória de outras vítimas de abordagens policiais, como João Paulo, e defenderam que casos de violência policial sejam julgados com rigor pelo Tribunal do Júri.

A defesa do sargento poderá apresentar sua versão dos fatos durante o andamento do processo. Até o momento, o caso segue em tramitação na Justiça do Amazonas.

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