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Conselho Indígena Mura apoia projeto de exploração de potássio em Autazes após reuniões em Brasília

Brasil – Em seu terceiro dia de articulação política em Brasília, uma comitiva do Conselho Indígena Mura (CIM) consolidou apoio a uma das principais pautas econômicas do Amazonas: a exploração de potássio no município de Autazes.

As lideranças indígenas se reuniram com o senador Eduardo Braga para formalizar a posição favorável da comunidade ao empreendimento da empresa Potássio do Brasil. O grupo defende que é possível conciliar desenvolvimento econômico com a preservação das tradições e do modo de vida dos povos originários.

Representando 37 aldeias, o Conselho Mura afirmou que a mobilização em Brasília não é individual, mas sim uma frente coletiva baseada na autonomia das comunidades e na busca por participação direta nas decisões que impactam seus territórios.

Durante os encontros, as lideranças destacaram a importância de um modelo de desenvolvimento sustentável, com respeito ao protocolo de consulta prévia e garantia de protagonismo das comunidades locais.

O porta-voz do Conselho reconheceu os desafios enfrentados durante a agenda na capital federal e ressaltou a união do grupo como base da articulação política, sob o lema “Terra, Desenvolvimento e Cultura”.

Na programação em Brasília, a comitiva também se reuniu com a assessoria da senadora Tereza Cristina, onde apresentou pautas relacionadas à autonomia indígena e fortalecimento institucional.

No encontro com o senador Eduardo Braga, o projeto de exploração de silvinita (potássio) foi apontado como estratégico para o país. Segundo o parlamentar, o investimento pode contribuir para a redução do custo de fertilizantes e impactar diretamente o preço dos alimentos no Brasil.

O senador também criticou a atuação de organizações do terceiro setor que, segundo ele, têm dificultado o avanço de projetos na região amazônica, apesar de processos de licenciamento já em andamento há anos.

A mobilização do Conselho Indígena Mura na Esplanada dos Ministérios marca uma nova fase de participação direta de povos indígenas em debates sobre grandes projetos de infraestrutura e mineração no país.

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