Unico Skill: diploma pode aumentar salário em mais de 450%
Um estudo inédito da Unico Skill com base nos microdados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), aponta a educação como o fator que mais pesa na definição do salário de um trabalhador. Brasileiros com Ensino Superior completo admitidos entre 2020 e 2025 ganharam 50% a mais do que colegas sem graduação universitária em cargos que pedem tal formação, considerando-se o salário inicial — em caso de posições de diretoria, por exemplo, a diferença pode passar de 450%. Em funções que requerem ensino técnico, a lacuna é de 42%; nas de Ensino Médio completo, de 17%.
Embora a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) defina o nível de escolaridade esperado para cada cargo, na prática muitas profissões não exigem o diploma como requisito formal de contratação.
"Esse estudo é uma fotografia precisa do valor da educação no mercado de trabalho brasileiro porque tem como base todas as contratações formais realizadas no país nos últimos seis anos", diz Thaís Azevedo, CMO da Unico Skill, empresa criadora do primeiro benefício educação ilimitado do país e responsável pelo levantamento. "Ao analisar com profundidade os microdados do Novo Caged, nossa equipe de inteligência descobriu que o diploma faz diferença até mesmo entre profissionais que atuam no mesmo cargo: quem tem formação universitária é, na maioria das vezes, admitido com salário muito superior", acrescenta.
Entre as posições com ao menos cinco mil admissões tanto entre trabalhadores com diploma universitário quanto entre profissionais sem diploma, a maior diferença salarial é entre diretores-gerais de empresas e organizações: os sete mil que possuem formação universitária foram contratados com um salário mediano de R$ 10.000, mais de 450% acima dos R$ 1.805 oferecidos aos mais de onze mil que não concluíram o Ensino Superior. Entre os 59 mil gerentes de marketing admitidos no período, a lacuna é de 175%: R$ 8.500 com diploma contra R$ 3.088 sem diploma.
Analisando apenas ocupações que exigem Ensino Técnico, a maior diferença é entre técnicos de vendas. Entre 2020 e 2025, o Novo Caged registrou quase 86 mil contratações para o cargo. Os profissionais com diploma foram admitidos ganhando 123% a mais do que os colegas sem formação universitária: R$ 4.068 contra R$ 1.822. Entre programadores de internet, essa lacuna foi de 99%.
A vantagem competitiva dos trabalhadores que frequentaram a universidade também é nítida entre as funções que pedem apenas Ensino Médio completo. No período analisado, a diferença mais significativa aparece entre os 26 mil supervisores de produção da indústria alimentícia admitidos no país. Aqueles graduados no Ensino Superior começaram o emprego ganhando R$ 4.943, quase o dobro dos demais (R$ 2.500). Entre supervisores de vendas comerciais, o diploma fez o salário saltar 76%: de R$ 2.149 para R$ 3.775.
"Os dados nos mostram um padrão muito claro: o mercado brasileiro precifica o estudo e o aprendizado de forma consistente, independentemente do cargo. Enquanto muito se fala sobre desvalorização da educação formal, o mundo real mostra uma tendência diferente", afirma Thaís. "Nós ouvimos isso todos os dias das maiores empresas do Brasil. Elas nos dizem que, num ambiente em transformação acelerada, a capacidade de aprender virou um dos principais critérios de contratação e retenção", revela. Mais de 100 empresas, como Bradesco, Bayer, Aché, Motiva, Nestlé e Ypê, estão oferecendo a seus colaboradores o primeiro benefício educação ilimitado do Brasil, criado pela Unico Skill. Na prática, os trabalhadores dessas companhias com acesso ao programa podem estudar o que, quando e como quiserem em algumas das melhores instituições de ensino do Brasil e do mundo.
Diferenças regionais
O Distrito Federal é a unidade da federação onde o diploma universitário tem maior impacto no salário inicial do trabalhador em um novo emprego: aumento de 75% nos rendimentos mensais em funções que pedem graduação superior, de R$ 2.500 para R$ 4.379. Mato Grosso (+65%), Tocantins (+65%), Mato Grosso do Sul (+64%) e Rondônia (+60%) fecham a lista dos cinco primeiros. Na parte de baixo, onde a formação acadêmica influencia menos nas ofertas salariais, estão Amapá (+36%), Sergipe (+34%), Pernambuco (+31%), Paraíba (+25%) e Alagoas (+23%).
Considerando apenas a mediana salarial entre 2020 e 2025, os profissionais com formação universitária contratados para funções que pedem Ensino Superior completo em São Paulo foram os mais bem pagos: R$ 4.394, 47% a mais do que colegas nas mesmas posições. A lista das cinco unidades com maiores salários ainda tem Distrito Federal (R$ 4.379), Rio de Janeiro (R$ 3.700), Rio Grande do Sul (R$ 3.500) e Santa Catarina (R$ 3.500).
"Os valores variam entre estados e regiões, é verdade, mas o padrão está lá: quem estuda mais, ganha mais", ressalta Thaís Azevedo. "E a boa notícia para o país é que quando cruzamos esses números com dados internos da Unico Skill, vemos que os brasileiros estão cientes dessa realidade. O resultado: nós, como população, estamos estudando cada vez mais", completa. No primeiro trimestre de 2026, os colaboradores das mais de 100 empresas que oferecem o benefício de educação ilimitada da Unico Skill dedicaram mais horas de estudo a cursos de inteligência artificial, por exemplo, do que em todo o ano passado: 901 mil horas em três meses contra 801 mil horas em 2025. "O mercado está mandando um sinal claro sobre o valor da educação, e o brasileiro está ouvindo", conclui a CMO da Unico Skill.
Sobre a Unico Skill
A Unico Skill é uma empresa brasileira que busca democratizar o conhecimento no ambiente corporativo, fornecendo educação ilimitada como benefício a funcionários de empresas e seus dependentes. A plataforma conecta empresas, trabalhadores e algumas das melhores instituições de ensino do Brasil, como Mackenzie, PUCPR, PUC RS, Estácio, Fundação Dom Cabral, Coursera, CNA, entre outras, além das melhores universidades estrangeiras.
Atualmente, o benefício educação da Unico Skill está em mais de 100 empresas, como Bradesco, Bayer, Aché, Nestlé, Solar Coca-Cola, Heineken, Ypê, Farmácia Pague Menos, BMG, banco BV e outras, que somam mais de 200 mil colaboradores.
