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Fornecedores locais fortalecem revenda online no Brasil

Nos últimos anos, o comércio eletrônico brasileiro passou por uma transformação significativa, e um dos movimentos mais marcantes tem sido o crescimento da revenda online com fornecedores nacionais. O modelo, que se aproxima do dropshipping tradicional, vem se consolidando de forma mais profissional, impulsionado por mudanças regulatórias, avanços tecnológicos e maior maturidade das parcerias entre fornecedores e revendedores.

Dados da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (ABIACOM) mostram que o e-commerce nacional movimentou R$ 235,5 bilhões em 2025, um crescimento de 15,3% em relação ao ano anterior. Dentro desse cenário, a revenda online com fornecedores locais tem ganhado espaço por oferecer prazos de entrega mais curtos, menor risco de taxação e maior proximidade com o consumidor brasileiro.

Douglas H. de Souza, CEO da Dogama, plataforma especializada em soluções para dropshipping nacional, explica que o avanço do modelo no Brasil resulta da combinação de três fatores principais: avanço do e-commerce, busca por modelos com menor risco operacional e maior abertura dos fornecedores nacionais para o canal digital. "Hoje, mais pessoas querem vender online sem precisar começar com um alto investimento em estoque", destaca.

A profissionalização do setor também está ligada ao uso intensivo de tecnologia. Matheus Lobo Mazarim Fernandes, diretor de tecnologia da Dogama, afirma que os principais avanços estão na automação e na atualização mais confiável das informações de catálogo e operação. "Isso reduz erros, melhora a velocidade do processo e dá mais segurança para quem vende online", pontua.

Ele observa que o futuro do segmento dependerá ainda mais da integração de dados. "Tecnologia e automação serão cada vez mais centrais para dar escala, reduzir falhas e apoiar decisões melhores. No futuro, a eficiência operacional vai depender muito da capacidade de integrar dados, automatizar processos e manter a operação confiável", acrescenta.

Tributação e competitividade

A tributação também tem desempenhado papel importante nesse movimento. Com a implementação do programa Remessa Conforme, iniciativa da Receita Federal que agiliza a importação de encomendas internacionais e garante transparência na cobrança de impostos, o dropshipping baseado em fornecedores estrangeiros perdeu parte da atratividade.

As novas regras reduziram a previsibilidade de custos e aumentaram o risco de atrasos alfandegários, fortalecendo o modelo nacional. Além disso, estudos reforçam o potencial do setor. Segundo a consultoria Mordor Intelligence, o mercado global de dropshipping deve movimentar US$ 898,70 bilhões até 2029, com expectativa de crescimento contínuo nos anos seguintes.

Nesse contexto, a Dogama vem estruturando a conexão entre revendedores, fornecedores e as plataformas de venda com o objetivo de oferecer mais organização e previsibilidade aos clientes. "Isso pode reduzir ruídos no processo e ajuda o vendedor a operar de forma mais profissional, sem depender de inúmeras ferramentas", relata Douglas H. de Souza.

Essa proximidade com fornecedores locais pode ser vista como diferencial competitivo, já que permite maior agilidade e adaptação às necessidades do consumidor brasileiro, além de capacidade para reduzir riscos logísticos e tributários.

Na visão do CEO, outro ponto relevante é a evolução das parcerias com fornecedores brasileiros, ocasionando uma relação mais madura. "Os fornecedores nacionais estão entendendo melhor a importância do digital e evoluindo em organização, disponibilidade e alinhamento operacional, o que fortalece toda a cadeia", frisa.

Douglas H. de Souza reforça que, no Brasil, "a tendência é que o mercado cresça devido ao maior uso da tecnologia, operações mais enxutas e maior valorização de fornecedores nacionais pela agilidade e proximidade com a realidade do consumidor", conclui.

Para saber mais, basta acessar: https://dogama.com.br/