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Obesidade e lipedema exigem cuidados individualizados

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicados no site Revista Pesquisa Fapesp, mais de 1 bilhão de pessoas no mundo vivem com obesidade. Na prática, isso representa que aproximadamente um em cada oito indivíduos, cerca de 12,5% da população global, apresenta um peso significativamente acima do recomendado para a saúde. No Brasil, 59% da população está acima do peso, mas apenas 11% têm um diagnóstico formal, conforme aponta pesquisa do Instituto Datafolha noticiada na revista Veja.

Dr. André Miniello, médico especializado em emagrecimento, lipedema, hipertrofia e longevidade, explica que a obesidade e o sobrepeso aumentam significativamente o risco de doenças crônicas e reduzem a qualidade de vida.

"Vale ressaltar que quando falamos sobre qualidade de vida, estamos englobando tanto o bem estar físico, quanto mental, emocional e social de uma pessoa. Ou seja, consideramos não apenas a ausência de doenças, mas também o quanto ela se sente satisfeita, funcional e realizada em diferentes áreas da vida", acrescenta.

Entre os principais impactos da obesidade e do sobrepeso na saúde, o especialista destaca resistência à insulina, pré-diabetes e diabetes tipo 2; hipertensão arterial e dislipidemia; doenças cardiovasculares, como infarto e AVC; doença hepática gordurosa não alcoólica; apneia do sono e distúrbios respiratórios; artroses por sobrecarga articular; inflamação crônica, que acelera o envelhecimento e reduz a imunidade; além de redução da mobilidade, fadiga e piora da performance física.

Obesidade e lipedema: condições diferentes que ainda se confundem

O médico destaca que obesidade e lipedema ainda são frequentemente confundidos, embora representem condições distintas. A obesidade caracteriza-se pelo acúmulo generalizado de gordura no corpo e está diretamente ligada ao balanço energético positivo, quando há mais energia armazenada do que utilizada.

"Por esse motivo, costuma responder bem a intervenções como alimentação equilibrada, práctica regular de exercícios, medicamentos e mudanças no estilo de vida. Além disso, pode se manifestar em diferentes regiões corporais, sem um padrão específico", informa.

O lipedema, por sua vez, é uma doença crônica do tecido adiposo, de origem inflamatória e hereditária, marcada pelo acúmulo de uma gordura mais fibrosa, dolorosa e resistente. Afeta principalmente pernas, quadris, glúteos e, em alguns casos, braços, e não apresenta melhora significativa apenas com dieta.

"A condição pode se agravar diante de processos inflamatórios ou estímulos traumáticos. Em resumo, enquanto a obesidade tem natureza metabólica, o lipedema é uma alteração específica do tecido adiposo, com distribuição corporal característica", explica.

O Dr. André Miniello reforça que tratamentos padronizados raramente são eficientes, já que cada corpo responde de forma única. O cuidado individualizado permite identificar causas específicas, definir protocolos personalizados, ajustar suplementação e medicamentos conforme exames, minimizar efeitos colaterais e manter resultados a longo prazo.

"No lipedema, a personalização é ainda mais crítica. A regulagem da intensidade de treino, tipos de estímulo, controle de inflamação e escolha de tecnologias faz toda a diferença", frisa.

Avanços no diagnóstico e no tratamento

Os tratamentos para obesidade têm evoluído com a chegada de novos medicamentos, moduladores metabólicos e ferramentas de monitoramento contínuo, aplicados conforme a necessidade de cada paciente. Também ganham espaço abordagens integrativas que consideram fatores como microbiota, sono e biofeedback, ampliando a eficácia terapêutica, conta o Dr. André Miniello.

"No lipedema, avanços tecnológicos permitem diagnósticos mais precisos por meio de ultrassonografia de alta resolução e aprimoram procedimentos, incluindo Gold Incision, laser e lipoaspiração específica. O tratamento ainda incorpora fitoterápicos, protocolos anti-inflamatórios personalizados, compressão moderna e exercícios de baixo impacto sustentados por evidências", detalha.

Sinais de alerta: quando procurar ajuda?

O paciente deve buscar avaliação especializada quando enfrenta dificuldade persistente para perder peso, ganho de peso associado a fadiga ou compulsão, ou quando há histórico familiar de doenças metabólicas.

"Um IMC acima de 25 acompanhado de sintomas também é um sinal de alerta para procurar ajuda médica", ressalta o médico.

No lipedema, chamam atenção o aumento desproporcional de pernas e quadris mesmo após emagrecimento, dor ao toque, sensação de peso, inchaço ao final do dia e formação fácil de hematomas.

"Quando esses sintomas provocam dor, impacto estético, limitação na mobilidade ou sofrimento emocional, a avaliação especializada torna-se indispensável", finaliza o Dr. André Miniello.

Para mais informações, basta acessar: https://drandreminiello.com.br/