Mercado fitness impulsiona novos modelos de academias
Em constante expansão, o mercado fitness no Brasil movimenta mais de R$ 20 bilhões por ano, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados pelo Portal do Franchising. O levantamento aponta ainda um crescimento de 30% no número de pessoas que praticam exercícios físicos regularmente entre 2019 e 2024.
O cenário é reforçado ainda mais por dados recentes: pesquisa do Datafolha, de 2025, noticiada pela FecomercioSP, indica que cerca de 50% dos brasileiros realizam atividades físicas com regularidade, confirmando a consolidação do setor no país. Quando se fala em expansão de estrutura, o Brasil conta com mais de 59 mil empresas do segmento de atividades físicas em operação atualmente.
Para acompanhar essa expansão, Estevam Neto, fundador da rede Interfit de academias, afirma que a marca aposta em uma estrutura que procura oferecer um atendimento real, próximo e técnico.
"A ideia é atender uma das principais demandas do setor atualmente: a busca por orientação qualificada e contínua, em substituição a abordagens discursivas", explica.
O empresário ressalta ainda que o principal pilar do modelo de negócio da academia, responsável por sua rápida expansão, é a concentração exclusiva na musculação. "Essa escolha é capaz de simplificar a operação, reduzir custos indiretos, facilitar o treinamento da equipe e tornar o modelo replicável", acrescenta. Hoje, existem duas unidades da Interfit em operação no Pará, em Altamira e Barcarena. Outras duas instalações estão em construção, nas cidades de Santarém e Uruará.
A empresa procura reforçar a ideia de que a musculação não se restringe a objetivos estéticos, mas envolve aspectos como disciplina, saúde e interação social. A partir dessa premissa, a formação de uma comunidade ocorre de forma orgânica, impulsionada pela afinidade de valores entre os frequentadores.
Segundo o fundador, esse ambiente pode favorecer a troca de experiências, o estímulo mútuo e a continuidade da prática, fazendo com que a academia assuma também o papel de espaço de convivência, além da atividade física.
"Desde a integração do colaborador até o dia a dia no salão, os valores são vividos. Quando o time está alinhado, o aluno sente que não é apenas mais um cliente da academia. Ele é chamado pelo nome, é acompanhado, é percebido. Isso tem como objetivo criar um vínculo real", analisa.
Modelo híbrido busca equilibrar ambiente, orientação e acessibilidade
De acordo com Estevam Neto, centros de treinamento independentes costumam oferecer ambientes intensos, que estimulam disciplina e foco, mas frequentemente partem do pressuposto de que os frequentadores já dominam as técnicas de treino.
"Na prática, grande parte dos alunos enfrenta dúvidas e inseguranças, o que pode limitar a evolução dos resultados", observa.
Já as academias de perfil premium, como a Interfit, se classifica e conforme explica o profissional, priorizam um atendimento próximo e personalizado. Porém, em muitos casos, acabam apresentando rotinas mais engessadas ou pouco alinhadas à dinâmica da musculação tradicional.
"Assim, procuramos adotar um modelo híbrido que busca conciliar essas abordagens, combinando ambiente voltado ao treino estruturado, acompanhamento técnico contínuo e uma organização pensada para atender o público geral, e não apenas atletas. Essa estratégia pode contribuir para a expansão da marca e para a formação de uma comunidade de alunos com resultados consistentes e vínculos duradouros com a prática esportiva", conclui o fundador.
Para mais informações sobre as unidades da Interfit, basta acessar: https://www.interfitacademias.com.br/
