Política

Um gesto cidadão pela vida do Hospital Beneficente Português

Sabá Reis lidera movimento solidário para revitalizar o hospital mais antigo de Manaus, patrimônio histórico e referência em hemodiálise

O coração solidário de Manaus pulsa mais forte quando se trata de preservar suas memórias e cuidar da vida. O político tradicional e cidadão amazonense Sabá Reis, parintinense de nascimento e manauara de vida, lançou um chamamento público em prol da revitalização do Hospital Beneficente Português do Amazonas, o mais antigo da capital, fundado há 152 anos.

Com mais de sete mandatos legislativos, ex-deputado estadual e ex-vereador de Manaus, Sabá hoje exerce o cargo de secretário municipal de Limpeza Urbana. Mas sua história como homem público vem de longe: foi líder nos movimentos populares por moradia e, no final dos anos 1980 e início dos anos 1990, comandou políticas de assistência social e de defesa dos direitos de crianças e adolescentes. Essa trajetória reforça sua imagem de credibilidade e compromisso com as causas coletivas.

Agora, em um gesto de cidadania, Sabá Reis volta-se para uma das instituições mais simbólicas de Manaus. Ali, no Hospital Beneficente Português, nasceram filhos de famílias tradicionais da burguesia baré, mas também filhos de trabalhadores humildes. Hoje, o hospital é referência em hemodiálise pelo SUS, atendendo a pacientes de todo o estado.

A iniciativa vai muito além de palavras: Sabá e um grupo de amigos, a maioria anônimos, estão literalmente “com a mão na massa”. De vassoura em punho, lideram mutirões de limpeza e revitalização, enquanto buscam patrocinadores e doações. Das 181 janelas de madeira já comprometidas pelo tempo, 100 novas estruturas em alumínio foram garantidas, todas aprovadas pelo Iphan, respeitando o tombamento histórico do prédio.

Para Sabá Reis, o gesto é mais que uma obra de reforma: é um chamado à memória coletiva e à solidariedade. “Este hospital é parte de nós, da nossa história e da nossa humanidade. Quem puder ajudar, que ajude. O que está em jogo é o futuro de uma casa que já cuidou de todos nós, de ricos e pobres, de ontem e de hoje”, afirmou.

A mobilização já começa a contagiar a sociedade, mostrando que quando Manaus se une em torno de suas causas maiores, não há patrimônio que não possa ser preservado, nem hospital que não possa renascer pelas mãos da própria comunidade.

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