Lula retoma atividades no Planalto nessa sexta-feira
Após repouso por conta de uma queda, o presidente volta ao trabalho
MANAUS – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retoma suas atividades no Palácio do Planalto nesta sexta-feira, 25 de outubro, após seis dias de repouso em decorrência de uma queda doméstica. A volta ao trabalho é marcada por um compromisso importante: a assinatura de um novo acordo de reparação para as vítimas do desastre do rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em Mariana (MG) em 2015. O trágico evento deixa impactos profundos no meio ambiente e na sociedade, e o novo acordo busca intensificar o apoio financeiro e a recuperação das áreas atingidas.
Antes de reassumir integralmente os compromissos oficiais, Lula passa por mais uma bateria de exames no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, para monitorar sua condição de saúde. Na última terça-feira, 22 de outubro, uma tomografia indica que o presidente está “estável” e “apto para o trabalho”. No entanto, os cuidados médicos continuam, garantindo que a agenda presidencial seja retomada sem riscos adicionais à sua saúde.
O acidente ocorre no sábado, 19 de outubro, quando o presidente sofre uma queda no banheiro do Palácio da Alvorada, resultando em um traumatismo craniano leve e um pequeno sangramento cerebral. Os ferimentos exigem pontos na cabeça, e desde então, a agenda é mantida em ritmo reduzido, com despachos realizados a partir da residência oficial.
Essa pausa forçada tem reflexos na agenda internacional do presidente, que cancela sua participação na cúpula dos Brics, na Rússia. O evento é estratégico para o Brasil, pois reúne as principais economias emergentes (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e discute temas globais como comércio, segurança e desenvolvimento sustentável. Na ausência de Lula, a delegação brasileira é liderada por outros representantes do governo.
Além da cúpula dos Brics, há incertezas quanto à presença de Lula em eventos futuros, como a COP16, sobre diversidade biológica, na Colômbia, e a COP29, sobre mudanças climáticas, no Azerbaijão. Tais conferências são centrais para a pauta ambiental, e a ausência do presidente pode diminuir a força do Brasil nas negociações internacionais sobre sustentabilidade e combate ao aquecimento global.
Nos próximos dias, Lula permanece em Brasília, sem planos de se deslocar para São Paulo, onde vivem seus familiares, nem de participar ativamente da campanha de Guilherme Boulos (PSol) à Prefeitura de São Paulo. Apesar de seu histórico de engajamento em campanhas eleitorais de aliados, a prioridade é a recuperação, exigindo uma postura mais reservada neste momento.